quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Os sapos

Existem três sapos em cima de uma folha. Um deles decide pular da folha para a água. Quantos sapos restam na folha?
O interessante seria pensarmos antes de uma resposta pronta, pois ela não é óbvia como parece...
Pense... Pense... Pense.
Pense um pouco mais...


A resposta correta é: restam três sapos, porque um deles apenas decidiu pular, mas não o fez.
Muitas vezes agimos como o sapo dessa pegadinha. Decidimos fazer isto, fazer aquilo, mas acabamos não fazendo nada!!!
Na vida, temos que tomar muitas decisões. Algumas fáceis; algumas difíceis. A maior parte dos erros que cometemos não se deve a decisões erradas. E a maior parte dos erros deve-se a indecisões.
Temos que viver com as conseqüências das nossas decisões. E isso é arriscar. Tudo é arriscar. Rir é correr o risco de parecer um tolo. Chorar, é correr o risco de parecer sentimental.
Abrir-se para alguém é arriscar envolvimento. Expor os sentimentos é arriscar a expor-se a si mesmo. Expor suas idéias e sonhos é arriscar-se a perdê-los.
Amar é correr o risco de não ser amado. Viver é correr o risco de morrer.
Ter esperanças é correr o risco de se decepcionar. Tentar é correr o risco de falhar.
Os riscos precisam ser enfrentados, porque o maior fracasso da vida é não arriscar nada. A pessoa que não arrisca nada, não faz nada, não tem nada, não é nada.
Ela pode evitar o sofrimento e a dor, mas não aprende, não sente, não muda, não cresce, não vive. Presa a sua servidão, ela é uma escrava que teme a liberdade. Apenas quem arrisca é livre.
O pessimista, queixa-se dos ventos.
O otimista, espera que os ventos mudem.
O realista, ajusta as velas. 



Enviada por Sandra Silva, Alegrete-RS

Tu Fotografia




Me levanto en tu fotografíaMe levanto y siempre ahí estás túEn el mismo sitio y cada díaLa misma mirada, el mismo rayo de luz.
El color ya no es el mismo de antesTu sonrisa casi se borróY aunque no estés claro yo te inventoEn mis pensamientos y en mi corazón
Nadie tiene un pacto con el tiempoNi con el olvido y el dolorSi desapareces yo te encuentroEn la misma esquina de mi habitaciónCada día que pasa te pienso y te vuelvo a mirarCada cosa en su sitio el pasado, presenteEn el polvo mis dedos se juntan y quiero tenerte Cambiando conmigo...No he movido tu foto, ni el tiempo en los añosSi me hablas de lejos procura avisarme temprano Y así controlarme
Me levanto en tu fotografiaCada día invento una actitudY aunque no se note el blanco y negroNo me desespero, uso mi imaginación
Nadie tiene un pacto con el tiempoNi con el rocío de la florSi desapareces yo te encuentroEn la misma esquina, de mi habitación
Cada día que pasa te pienso y te vuelvo a mirarCada cosa en su sitio el pasado, presenteEn el polvo mis dedos se juntan y quiero tenerteCambiando conmigo...No he movido tu foto, ni el tiempo en los añosSi me hablas de lejos procura avisarme tempranoY así imaginarme
Que te tengo aquí

Quem de Nós Dois

Eu e vocêNão é assim tão complicadoNão é difícil perceberQuem de nós doisVai dizer que é impossívelO amor acontecer
Se eu disser que já nem sinto nadaQue a estrada sem você é mais seguraEu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso, leio teu olharTeu sorriso é só disfarceE eu já nem precisoSinto dizerQue amo mesmo, tá ruim pra disfarçar
Entre nós doisNão cabe mais nenhum segredoAlém do que já combinamosNo vão das coisas que a gente disseNão cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem queroA frase fica pelo avessoMeio na contra-mãoE quando finjo que esqueçoEu não esqueci nada
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo maisE te perder de vista assim é ruim demaisE é por isso que atravesso o teu futuroE faço das lembranças um lugar seguro
Não é que eu queira reviver nenhum passadoNem revirar um sentimento reviradoMas toda vez que eu procuro uma saídaAcabo entrando sem querer na sua vida
Eu procurei qualquer desculpa pra não te encararPra não dizer de novo e sempre a mesma coisaFalar só por falar
Que eu já não tô nem aí pra essa conversaQue a história de nós dois não me interessaSe eu tento esconder meias verdadesVocê conhece o meu sorrisoLê no meu olharMeu sorriso é só disfarceO que eu já nem preciso
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais . . .
Ana Carolina

O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo...


Saudade é um sentimento que quando não cabe no coração, escorre pelos olhos.
Bob Marley

Saudade

 Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...

Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...

Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...

Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!

Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!

Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!

Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.

Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...

Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!

Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!

Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,

Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,
em italiano, em inglês...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,
espontaneamente quando
estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor...
declarar sentimentos fortes...
seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples
"I miss you"
ou seja lá
como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.

Talvez não exprima corretamente
a imensa falta
que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca
de que somos sensíveis!
De que amamos muito
o que tivemos
e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência...
Clarice Lispector

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

O ENCANTO NOSSO DE CADA DIA!


Ainda bem que o tempo passa! Já imaginou o desespero que tomaria conta de nós se tivéssemos que suportar uma segunda feira eterna?
A beleza de cada dia só existe porque não é duradoura. Tudo o que é belo não pode ser aprisionado, porque aprisionar a beleza é uma forma de desintegrar a sua essência. Dizem que havia uma menina que se maravilhava todas as manhãs com a presença de um pássaro encantado. Ele pousava em sua janela e a presenteava com um canto que não durava mais que cinco minutos. A beleza era tão intensa que o canto a alimentava pelo resto do dia. Certa vez, ela resolveu armar uma armadilha para o pássaro encantado. Quando ele chegou, ela o capturou e o deixou preso na gaiola para que pudesse ouvir por mais tempo o seu canto.
O grande problema é que a gaiola o entristeceu, e triste, deixou de cantar.
Foi então que a menina descobriu que, o canto do pássaro só existia, porque ele era livre. O encanto estava justamente no fato de não o possuir. Livre, ele conseguia derramar na janela do quarto, a parcela de encanto que seria necessário, para que a menina pudesse suportar a vida. O encanto alivia a existência...Aprisionado, ela o possuia, mas não recebia dele o que ela considerava ser a sua maior riqueza: o canto!
Fico pensando que nem sempre sabemos recolher só encanto... Por vezes, insistimos em capturar o encantador, e então o matamos de tristeza.
Amar talvez seja isso: Ficar ao lado, mas sem possuir. Viver também.
Precisamos descobrir, que há um encanto nosso de cada dia que só poderá ser descoberto, à medida em que nos empenharmos em não reter a vida.
Viver é exercício de desprendimento. É aventura de deixar que o tempo leve o que é dele, e que fique só o necessário para continuarmos as novas descobertas.
Há uma beleza escondida nas passagens... Vida antiga que se desdobra em novidades. Coisas velhas que se revestem de frescor. Basta que retiremos os obstáculos da passagem. Deixar a vida seguir. Não há tristeza que mereça ser eterna. Nem felicidade. Talvez seja por isso que o verbo dividir nos ajude tanto no momento em que precisamos entender o sentimento da tristeza e da alegria. Eles só são suportáveis à medida em que os dividimos...
E enquanto dividimos, eles passam, assim como tudo precisa passar.
Não se prenda ao acontecimento que agora parece ser definitivo. O tempo está passando... Uma redenção está sendo nutrida nessa hora...
Abra os olhos. Há encantos escondidos por toda parte. Presta atenção. São miúdos, mas constantes. Olhe para a janela de sua vida e perceba o pássaro encantado na sua história. Escute o que ele canta, mas não caia na tentação de querê-lo o tempo todo só pra você. Ele só é encantado porque você não o possui.
E nisto consiste a beleza desse instante: o tempo está passando, mas o encanto que você pode recolher será o suficiente para esperar até amanhã, quando o passaro encantado, quando você menos imaginar, voltar a pousar na sua janela.
Padre Fábio de Melo